Assim é. Amém. Axé!
- Naiah Reis
- 15 de out. de 2020
- 2 min de leitura

Sempre vi o mundo de um lugar de amor e empatia. Sempre amei as pessoas, e principalmente, reuní-las. Nunca compreendi tanta guerra, tanta competição.
Eu sempre vi o mundo nos olhos alheios. Sempre enxerguei a alma por trás da carcaça. Como se eu pudesse ler a aura. Tudo sempre foi sagrado pra mim.
Ao passo que os anos foram passando, eu fui enxergando a dor. E me tornei capaz de compreender a origem de todo sofrimento. Porque meu corpo gritou pra mim.
A bebida já não me anestesiava mais. As companhias vazias e as conversas sem profundidade foram me dando no saco. Me vi angustiada, irritada, sem fé. O mundo lindo que eu acreditava parecia ter se tornado uma grande mentira. Tudo que eu sentia era dor. E meu dom, de olhar a alma, foi substituído pelo medo de ferí-la.
As pessoas se tornaram só um corpo pra mim. Um corpo de dor. Uma dor tão profunda que ressoava com as minhas, as mesmas que eu jurava não sentir. E todo espelho refletia os julgamentos que um dia, tomei pra mim. Tomei como as cervejas, as caipirinhas, que inundavam minha mente de ladainha. E a mente, tadinha, já não sabia o que era alegria. Me questionei muitas vezes o que era isso tudo que eu sentia, de onde vinha.
E por incrível que pareça, a alma que reluzia, as vezes me dizia: eu não morri. Então cavei profundo, enfiei o dedo nas feridas, cutuquei a onça com a vara curta.
Eu tive medo. Tenho ainda. Algumas feridas parecem não cicatrizar nunca. Alguns reflexos tendem a remeter a dor, que não sei se, deveras sinto. Se é só a mente. A mente que roubou meu coração. Que feriu toda uma nação. Eis a origem do sofrimento. A mente.
Mas o corpo reflete a mente. A palavra proferida, quando não reflete o coração, mente. E isso tudo é uma grande confusão. E eu ainda me encontro buscando a solução.
Pra silenciar a mente.
Pra acalmar o coração.
Pra resgatar meu dom.
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Como diria Gil,
É com fé que a gente anda
Porque quando tudo desanda
Fé não costuma faiá
Fé em tudo que há de vir
Fé no dia que nasce
No Sol que aquece o peito
E que derrete tudo, sem dó
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Agradeço sua leitura atenta e sua presença aqui. Te honro e te reconheço em mim. Com amor, Naiah




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