Um dia na roça!
- Naiah Reis
- 15 de out. de 2020
- 1 min de leitura

Era um dia de inverno mas tava quente. Pela cidade, a paisagem sonora e visual se confundiam entre tanta informação. Mas a calma que a estrada traz viria revelar, as descobertas de uma tarde aconchegante. Aos poucos a gente ia notando o silêncio se aproximando, o movimento diminuindo e os carros sumindo. Cidade pequena dentro da cidade grande que chama bairro rural. Onde a felicidade pode ser encontrada num jogo de baralho no quintal. Ou na calçada mesmo. Numa conversa de barbearia, ou na vendinha da esquina. Licença pra chegar. A casa é simples e abundante. A recepção é calorosa. Berinjela pulava de alegria e a gatinha fazia manha chamando a atenção. O chá tava quentinho e a prosa boa de alimentar. A câmera registra tudo que a gente gosta de escutar. Tudo que a gente tem pra compartilhar. O trabalho acontece como simples poesia e jeito de ser. Os pés que tocam o chão, sentem a conexão com o povo que ta na memória, com a força que tem a história. O chão de Terra batida e o tambor no quarto, me fazem lembrar de um lugar onde só vejo quando fecho os olhos. Ouço vozes meio ao longe e vejo sorrisos nos olhos cada vez mais próximos. Poder chegar e compartilhar, trocar, permutar, permanecer, conectar. Divino estar. Enquanto o Sol vai caindo, o violão se põe a cantar. Toda voz que ecoa por ali, tem muito a ensinar. E toda saudade é pouca, quando a gente sabe que vai voltar. A estrada é nosso lar. Com amor, Naiah




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